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	<title>Revista Vírus Planetário</title>
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	<description>Há 40 milhões de anos um vírus letal surgiu na Terra. Desde então, nosso planeta nunca mais foi o mesmo…</description>
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		<title>Cerca de meio milhão de brasileiros e brasileiras dizem SIM ao limite da propriedade de terra</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 02:23:32 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[por Assessoria de Comunicação FNRA O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo entregou hoje à sociedade brasileira o resultado do Plebiscito Popular sobre o Limite da Propriedade, realizado de 1º a 12 de setembro Participaram deste plebiscito 519.623 pessoas, em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. Só não participaram do mesmo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=83&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Assessoria de Comunicação FNRA</em></p>
<p><em>O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo entregou  hoje à  sociedade brasileira o resultado do Plebiscito Popular sobre o  Limite  da Propriedade, realizado de 1º a 12 de setembro</em></p>
<p>Participaram deste plebiscito 519.623 pessoas, em 23 estados   brasileiros e no Distrito Federal. Só não participaram do mesmo, Santa   Catarina, Amapá e Acre que optaram por fazer o abaixo-assinado, somente.   Eram admitidas à votação pessoas acima de 16 anos, portanto em   condições de votar.</p>
<p>Duas foram as perguntas formuladas às quais se devia responder sim ou não.</p>
<p>A primeira: Você concorda que as grandes propriedades de terra no Brasil, devem ter um limite máximo de tamanho?</p>
<p>A segunda: Você concorda que o limite das grandes propriedades de   terra no Brasil possibilita aumentar a produção de alimentos saudáveis e   melhorar as condições de vida no campo e na cidade?</p>
<p>95,52% (495.424) responderam afirmativamente à primeira pergunta,   3,52% (18.223), negativamente, 0,63% foram votos em branco e 0,34%,   votos nulos.</p>
<p>Em relação à segunda pergunta os que responderam sim foram 94,39%   (489.666), 4,27% (22.158) responderam não, 0,89 % foram votos em branco e   0,45%, votos nulos.</p>
<p>Considerando as dificuldades enfrentadas tanto na produção, quanto na  distribuição de um mínimo de material, pela falta de recursos e de  pessoal disponível; considerando que o Fórum e outras entidades  envolvidas não tiveram acesso a qualquer veículo de comunicação de  massas; considerando o momento, quando as atenções estão voltadas e os  militantes envolvidos nas campanhas eleitorais, pode-se saudar o  resultado como muito positivo.</p>
<p>Mais de meio milhão de pessoas se posicionou afirmativamente em  relação à necessidade e à conveniência de se colocar um limite à  propriedade da terra. Este é um indicador expressivo de que a sociedade  brasileira vê a proposta como adequada. É uma amostragem do que pensa  boa parcela do povo brasileiro. As pesquisas de opinião ouvem duas ou  três mil pessoas e seus dados são apresentados como a expressão da  vontade da sociedade!</p>
<p>Mas o que se pode ressaltar como o mais positivo, e que os números  não expressam, é todo o trabalho de conscientização que se realizou em  torno do plebiscito. Foi desenvolvida uma pedagogia que incluiu  reflexão, debates, organização de comitês, divulgação e outros  instrumentos sobre um tema considerado tabu, como é o da propriedade  privada.</p>
<p>Em quase todos os estados foram realizados debates em universidades,  escolas, igrejas e outros espaços em que se pôde colocar a realidade  agrária em toda sua crueza. Para muitos, cujo contato com o campo é  praticamente nulo, estes debates abriram um horizonte novo no  conhecimento da realidade brasileira. Também se pode saudar como fruto  precioso deste processo, os inúmeros trabalhos e textos produzidos pela  academia sobre o arcabouço jurídico que se formou em torno à propriedade  da terra e sobre aspectos históricos, sociológicos e geográficos da  concentração fundiária no Brasil. Não fosse a proposta do plebiscito  esta reflexão não teria vindo à tona com a força com que veio.</p>
<p>Este ensaio está também a indicar que um Plebiscito Oficial deveria  ser proposto para que todos os cidadãos e cidadãs pudessem se manifestar  diante de um tema de tamanha importância para o resgate da cidadania de  milhões de brasileiros e brasileiras que lutam, muitas vezes sem  sucesso, buscando um pedaço de chão onde viver e de onde retirar o  sustento. O Fórum vai continuar firme na luta para que seja colocado um  limite à propriedade da terra.</p>
<p>A população brasileira também foi convidada a participar de um  abaixo-assinado que continua circulando em todo país até o final deste  ano. O objetivo desta coleta de assinaturas é entrar com um Projeto de  Emenda Constitucional (PEC) no Congresso Nacional para que seja inserido  um novo inciso no artigo 186 da Constituição Federal que se refere ao  cumprimento da função social da propriedade rural.</p>
<p>Já o plebiscito popular, além de consultar a população sobre a  necessidade de se estabelecer um limite máximo à propriedade da terra,  teve a tarefa de ser, fundamentalmente, um importante processo  pedagógico de formação e conscientização do povo brasileiro sobre a  realidade agrária do nosso país e de debater sobre qual projeto  defendemos para o povo brasileiro. Além disso, o Plebiscito Popular pelo  Limite da Propriedade de Terra veio como um instrumento para pautar a  sociedade brasileira sobre a importância e a urgência de se realizar uma  Reforma Agrária justa em nosso país.</p>
<p>A proposta da Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade de Terra  visa pressionar o Congresso Nacional para que seja incluído na  Constituição Federal um novo inciso que limite o tamanho da terra em até  35 módulos fiscais &#8211; medida sugerida pela campanha do Fórum Nacional  pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA).</p>
<p>Além das 54 entidades que compõem o Fórum Nacional pela Reforma  Agrária e Justiça no Campo, também promovem o Plebiscito Popular pelo  Limite da Propriedade da Terra, a Assembléia Popular (AP) e o Grito dos  Excluídos. O ato ainda conta com o apoio oficial das Pastorais Sociais  da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho  Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/virusplanetario2.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/virusplanetario2.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/virusplanetario2.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/virusplanetario2.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/virusplanetario2.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/virusplanetario2.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/virusplanetario2.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/virusplanetario2.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/virusplanetario2.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/virusplanetario2.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/virusplanetario2.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/virusplanetario2.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/virusplanetario2.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/virusplanetario2.wordpress.com/83/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=83&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Direito Autoral: o que você acha?</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 19:05:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>virusplanetario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Seminário sobre a reforma da Lei de Direito Autoral no Rio Local: Fundação Getulio Vargas &#8211; Praia de Botafogo, 190, 13 andar (Sala Luis Schuartz) Data e horário: dia 09 de junho, das 14:00 às 19:00 Programação Parte I – Contexto da regulação de direito autoral e conceitos básicos 14:00 &#8211; Arrecadação e distribuição de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=79&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Seminário sobre a reforma da Lei de  Direito Autoral no Rio</strong></p>
<p><strong>Local:</strong> Fundação Getulio Vargas &#8211;  Praia de Botafogo, 190, 13 andar (Sala  Luis Schuartz)</p>
<p><strong>Data e horário:</strong> dia 09 de junho, das 14:00  às 19:00</p>
<h2></h2>
<p><strong>Programação</strong></p>
<p><strong>Parte I – Contexto da regulação de direito autoral e conceitos  básicos</strong></p>
<div><strong>14:00 &#8211; Arrecadação e distribuição de direitos</strong> – Alexandre Negreiros  (SindiMusi)</div>
<div><strong>14:30 – O que é direito autoral? –</strong> Denis Borges Barbosa</div>
<div><strong>15:00 –  Limitações e exceções </strong>– Marília Maciel (CTS/FGV)</div>
<div>15:30 – Debate</div>
<div><strong>Parte II – Novas tecnologias, produção e acesso a conteúdo</strong></div>
<div><strong>16:00 &#8211; Novos modelos de negócio</strong> – Olívia Bandeira (Overmundo)</div>
<div><strong>16:30 – Direito de acesso – </strong>Guilherme Varella (IDEC)</div>
<div><strong>17:00 – Acesso ao conhecimento e domínio público </strong>– Carlos  Affonso(CTS/FGV)</div>
<div>17:30 &#8211; Debate</div>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong>18:00 – Encerramento: Cenário político e desafios atuais</strong></div>
<div>Deputado Alessandro Molon (Deputado Estadual – RJ )</div>
<div>Deputado Chico Alencar (Deputado Federal – RJ)</div>
<div>Marília Maciel/Luiz Moncau (CTS/FGV)</div>
<div>
<p><strong>As vagas são limitadas</strong>. Inscrições para o  seminário devem ser feitas aqui: <a href="http://direitorio.fgv.br/inscricao-reforma-lei-direito-autoral" target="_blank">http://direitorio.fgv.br/inscricao-reforma-lei-direito-autoral</a><br />
<a href="http://4.bp.blogspot.com/_vm2rNxww4SM/TAfULe-99jI/AAAAAAAAAfs/uW0O8n-TwJ8/s1600/banner+LDA+com+site.jpg"></a></p>
<p><strong>Mais sobre a Reforma da Lei do Direito Autoral</strong></p>
<p><a href="http://www.reformadireitoautoral.org/">http://www.reformadireitoautoral.org/</a></p>
<p>Baixe  o <a href="http://culturadigital.org.br/site/lda/files/2010/03/Caderno-Direito-Autoral-em-Debate-Rede-Reforma-LDA.pdf">Caderno  Direito Autoral em Debate</a></p>
<p>Leia e assine a <a href="http://stoa.usp.br/acesso">Carta pelo Acesso a Bens Culturais</a></p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/virusplanetario2.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/virusplanetario2.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/virusplanetario2.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/virusplanetario2.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/virusplanetario2.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/virusplanetario2.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/virusplanetario2.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/virusplanetario2.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/virusplanetario2.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/virusplanetario2.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/virusplanetario2.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/virusplanetario2.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/virusplanetario2.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/virusplanetario2.wordpress.com/79/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=79&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Rede lança caderno pela Reforma da Lei dos Direitos Autorais</title>
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		<pubDate>Sat, 29 May 2010 19:34:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>virusplanetario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A Rede pela Reforma da Lei de Direitos Autorais lançou na última quarta-feira, 26/5, durante ato público promovido no Ministério Público Federal de São Paulo, o caderno “Direito Autoral em Debate”, produzido coletivamente pelas suas 20 organizações integrantes O caderno trata das relações entre o direito autoral e os recursos educacionais, a produção artística, o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=75&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Rede pela Reforma da Lei de Direitos Autorais lançou na última  quarta-feira,  26/5, durante ato público promovido no Ministério Público  Federal de São Paulo, o  caderno “<a href="http://culturadigital.org.br/site/lda/2010/05/27/rede-lanca-caderno-direito-autoral-em-debate/">Direito   Autoral em Debate</a>”, produzido coletivamente pelas suas 20  organizações  integrantes</p>
<p>O caderno trata das relações entre o  direito autoral e os  recursos educacionais, a produção artística, o  acesso à cultura, as  possibilidades digitais e os direitos do  consumidor. Com ele, a Rede pela  Reforma da LDA pretende contribuir com  o debate público da legislação autoral e  informar o cidadão sobre esse  tema cada vez mais presente no seu cotidiano.</p>
<p>O ato-debate, que  contou com a presença do Movimento Cineclubista, <a href="http://musicaparabaixar.org.br/">Música pra Baixar</a>, <a href="http://www.apaci.com.br/">Associação Paulista de Cineastas</a>, <a href="http://www.cucadaune.blogspot.com/">CUCA da UNE</a> <a href="http://oteatromagico.mus.br/">O Teatro Mágico</a>, <a href="http://www.gpopai.usp.br/">Gpopai</a>, <a href="http://www.idec.org.br/">Idec</a> e o <a href="http://direitorio.fgv.br/cts/">CTS da FGV</a> teve como intuito   exigir que o Ministério da Cultura coloque o projeto de Reforma da Lei  dos  Direitos Autorais (9619/98) para Consulta Pública o quanto antes,  levando em  consideração que trata-se de um ano eleitoral e da Copa do  Mundo. Desde a  demanda identificada na <a href="http://blogs.cultura.gov.br/cnc/">xx  Conferência Nacional de  Cultura</a> o Ministério vem acumulando contribuições  acerca da reforma  da lei. Entretanto, até a data presente o texto não foi  liberado pelo  MinC para a consulta, para que a sociedade debata de forma ampla e   transparente as mudanças que julgar necessárias acerca desse  dispositivo.</p>
<p>Fernando  Anitelli, da trupe O Teatro Mágico,  aproveitou o espaço para refutar o rótulo de  &#8220;exceção&#8221; conferido à  banda, que não é vinculada a uma gravadora e disponibiliza  suas músicas  e vídeos gratuitamente na Internet : &#8220;<em>Não somos uma exceção,  somos  uma possibilidade. A nossa música não nasce do nada, da nossa cabeça.  Ela  só é possível porque ouvimos outras coisas, consumimos outros  produtos  culturais. Festivais de música, compartilhamento de conteúdo e  encontros  presenciais são extremamente necessários&#8221;</em>. Fernando  também externou sua  opinião acerca do Escritório Central de Arrecadação  de Direitos Autorais &#8211; Ecad,  o atual responsável pelo recolhimento dos  direitos autorais no Brasil: &#8220;<em>como  acreditar num órgão que cobra  pela execução do &#8216;Parabéns pra você&#8217;?&#8221;</em>.</p>
<p>Sobre o Ecad ,  Claudio Prado, presidente do Laboratório Brasileiro de  Cultura Digital  ironiza: <em>&#8220;Nenhuma instituição que tem 300 advogados pode ser   honesta&#8221;. </em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><a href="http://virusplanetario2.files.wordpress.com/2010/05/banner-direitos-autorais-01-2.jpg"><img class="alignleft size-full  wp-image-76" title="banner-direitos-autorais-01-2" src="http://virusplanetario2.files.wordpress.com/2010/05/banner-direitos-autorais-01-2.jpg?w=180&#038;h=94" alt="" width="180" height="94" /></a> Saiba mais:</p>
<p><a href="http://www.reformadireitoautoral.org/">http://www.reformadireitoautoral.org/</a></p>
<p>Baixe  o <a href="http://culturadigital.org.br/site/lda/files/2010/03/Caderno-Direito-Autoral-em-Debate-Rede-Reforma-LDA.pdf">Caderno   Direito Autoral em Debate</a><br />
Leia e assinea <a href="http://stoa.usp.br/acesso">Carta pelo Acesso a Bens Culturais</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/virusplanetario2.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/virusplanetario2.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/virusplanetario2.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/virusplanetario2.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/virusplanetario2.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/virusplanetario2.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/virusplanetario2.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/virusplanetario2.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/virusplanetario2.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/virusplanetario2.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/virusplanetario2.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/virusplanetario2.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/virusplanetario2.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/virusplanetario2.wordpress.com/75/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=75&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>A culpa é de São Pedro?</title>
		<link>http://virusplanetario2.wordpress.com/2010/04/14/a-culpa-e-de-sao-pedro/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 19:43:49 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[“É mesmo um caso de amor, desses que ninguém destrói, Jorge Roberto Silveira e o povo de Niterói” &#8211; jingle de campanha de Jorge Roberto Silveira à prefeitura de Niterói. Por Flavia Villa Verde Nascida e criada em Niterói, foi muito duro pra mim ter vivenciado essa última semana. A chuva que deixou o Estado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=71&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“É mesmo  um caso de amor, desses que ninguém destrói, Jorge Roberto Silveira e o  povo de Niterói” &#8211; jingle de campanha de Jorge Roberto Silveira à prefeitura de Niterói.<br />
</em></p>
<p><em>Por Flavia  Villa Verde</em></p>
<p><a href="http://virusplanetario.files.wordpress.com/2010/04/morro-do-bumba1.jpg"><img title="morro do bumba" src="http://virusplanetario.files.wordpress.com/2010/04/morro-do-bumba1.jpg?w=153&#038;h=300" alt="" width="153" height="300" /></a>Nascida e criada em Niterói, foi  muito duro pra mim ter vivenciado essa última semana. A chuva que deixou  o Estado do Rio de Janeiro davastado teve a cidade de Niterói como uma  de suas principais vítimas. Obviamente isso não foi uma implicancia de  São Pedro com a cidade mas sim um descuido total do Jorge Roberto  Silveira que há alguns anos é o prefeito de Niterói. Depois de alguns  dias “ilhada” na Região Oceânica resolvi escrever esse texto como um  desabafo.</p>
<p>Moro  numa região privilegiada de Niterói, a Região Oceânica. Os acessos que  levam até esta área sofreram graves desmoronamentos e a região ficou  isolada. Sem internet e telefone, tentei acompanhar todo esse caos pela  televisão. Mais uma vez a mídia dominante se mostrou eficiente para  aquilo que se propõe: comercializar a pobreza, legitimar o extermínio e  ocultar as reais razões dos fatos. Fiquei pensando em como a máquina de  captura é eficiente, pricipalmente depois de assistir o <em>Fantástico</em> deste domingo. O programa mostrou durante um tempo significativo cenas  de favelas que foram completamente soterradas e as equipes de resgates  nesses locais. Depoimentos de pessoas que perderam suas casas,  familiares, amigos e histórias fizeram lágrimas rolarem do meu rosto de  maneira desenfreada. E é exatamente por isso que eu afirmo que a captura  é eficiente. Em nenhum momento da reportagem foi noticiado o que  realmente importa: porque essa chuva foi violenta? Quais foram as  políticas públicas que foram ignoradas e propiciaram essa tragédia?  Porque só filmaram as áreas de risco da população pobre? Quais serão as  medidas adotadas agora para essas tantas famílias que estão sem suas  casas? Usar o sofrimento humano para tocar as pessoas (comercializando a  pobreza) e a partir disso desviar as perguntas essenciais é uma  violência tão cruel quanto a força das águas que deixaram o Rio de  Janeiro aos pedaços.</p>
<p>A limpa  nas favelas é um tema que vem de outros carnavais, ou melhor, de outros  jogos esportivos. A chacina ocorrida no Complexo do Alemão em julho  2007, durante o governo do Sérgio Cabral, teve como desculpa a segurança  para os jogos <em>pan americanos</em>. Apesar do apoio da mídia dominante  e de grande parte da população, esse ato teve como resposta  manifestações de repúdio contra essas ações. Com os jogos Olímpicos a  caminho foi preciso pensar em novas formas de limpezas (poderia falar  das UPP´s mas isso tiraria o foco da onde quero chegar) e de desculpas  para as mesmas. Neste sentido parece que as chuvas vieram a calhar, elas  estão sendo o evento que precisava para legitimar o extermínio total  das favelas. Sou uma pessoa a favor da vida e não nego a necessidade da  retirada de famílias de áreas de risco. O que me deixou surpresa foi  perceber que no mapeamento das áreas de risco só haviam favelas. E as  áreas nobres, porém também de risco, em São Conrado? E as grandes casas  da Estrada Froz de Niterói? Repito, não estou negligenciando aqui a  necessidade de remoção de certas famílias de suas casas mas acho que  devemos pensar cuidadosamente para que não haja uma nova forma para um  mesmo extermínio.</p>
<p>Outro  ponto que pensei foi sobre as assistências que as autoridades estão  dando as famílias que estão sendo removidas. Isto porque, com a ajuda da  mídia dominante, mais uma vez, está se implantando a idéia de que os  pobres não querem sair de suas casa mesmo sabendo que estas estão em  áreas de risco, logo a culpa é deles. Essa premissa poderia até ser  considerada verdadeira se não fosse pelo fato do ser humano ocidental  ter um histórico de buscar adiar a morte ao máximo (basta prestar a  atenção nas tecnologias da medicina) e ser “adestrado” na sociedade pela  busca de sua estabilidade (instituição família, o trabalho, os  estudos). Se viver no limiar da morte é a “escolha” de algumas pessoas,  quais foram as opções dadas a elas? Em Niterói e em Maricá os prefeitos  abriram escolas e outros espaços públicos para servirem de alojamentos  como medida emergencial. No Rio, Eduardo Paes disponibilizou para  algumas famílias uma bolsa de 400 reais durante um ano para cobrir o  aluguel de suas moradias (gostaria de saber onde encontrar aluguel a  esse valor no Rio de Janeiro). Mais uma vez a população pobre fica  vulnerável ao assistencialismo enquanto deveriam estar amparados por  políticas públicas. Essa é uma história antiga e que se repete: 1888, a  abolição da escravatura é uma data importante marcada por lutas e  resistências. Mas também foi marcada por um descaso com os escravos que  foram soltos pelas ruas sem amparos de políticas públicas inalgurando no  Brasil uma significativa população de rua e também instituições e  estratégias de esconder/eliminar essa população.</p>
<p><a href="http://virusplanetario.files.wordpress.com/2010/04/rio.jpg"><img title="rio" src="http://virusplanetario.files.wordpress.com/2010/04/rio.jpg?w=164&#038;h=219" alt="" width="164" height="219" /></a>Um outro ponto é pensar numa chuva  tão forte, violenta e inesperada. Assim como tivemos no verão  temperaturas acima do normal, estamos passando agora por chuvas também  nunca antes vivenciadas. Essas transformações não são ao acaso, isso tem  um motivo. O planeta é um grande organismo vivo, um grande sistema.  Quando algum fator o desiquilibra, todo o sistema é modificado. A  natureza está nos alertando pra algo que já deveriamos estar mais  atentos: é necessário ter um olhar ecológico para guiar nossas vidas.  Para isso é preciso consciencia ambiental (educação, no mais amplo  sentido da palavra. Educação nas escolas, educação dos afetos –  percebendo a si e ao outro -, educação para compreender as diversidades e  a vida). Também é preciso modificar o modelo capitalista/do consumo que  vivemos e isto é uma tarefa do cotidiano, dos hábitos. Todas as leis,  os modelos, as culturas, as moralidades e imoralidades dentre tudo que  nos cerca na vida foram construidas por nós, seres humanos. Por isso  temos que nos perguntar que tipo de sociedade queremos, de fato,  construir. Com essa fala eu não quero desculpabilizar prefeitos,  governador e presidente e colocar a “culpa” da chuva no povo. Muito pelo  contrário, quero reforçar que a ecologia é uma linha que caminha junto  com a política, elas são a solução – ou não – para o nosso país. Por  isso é necessário prestar a atenção nas ações e propostas de candidatos,  principalmente neste momento de eleição.</p>
<p>Para  finalizar gostaria de comentar sobre a fala do secretário de obras de  Niterói, Mocarzel. Quando questionado sobre o porque de Niterói ter sido  a área mais devastada de todo o estado do Rio de Janeiro, ele respondeu  que isso aconteceu pelo fato de Niterói ser espaço geográfico com  muitas montanhas e pelas chuvas tão fortes e inesperadas. A explicação  dele teria sido irônica se o assunto não envolvesse tantas vidas. Como  secretário de Obras e Serviços Públicos, diretor da Fundação Parques e  Jardins e conselheiro da Secretaria estadual de Urbanismo e  subsecretário estadual de Integração Social, eu esperava dele apenas a  sinceridade: problemas devido a especulação imobiliária, pelas obras  “furrecas” para uma boa aparência a cidade e um descuido com aqueles que  só são cidadãos de direito quando convém.</p>
<p>O caso  de amor entre Jorge Roberto Silveira e o povo de Niterói, que já estava  destruido há muito tempo mas que só foi trazido a tona agora precisa ser  rompido de vez! Apesar de achar que ele tem responsabilidades neste  caso da chuva, não o culpo como único elemento nesta história, mas  acredito que ele é um simbolo forte que ajuda em uma típica crença  niteroense: “Sr. Prefeito Fulano pode até &#8230; mas pelo menos ele faz”.  Vamos parar com isso galera! Vamos “aproveitar” essa tragédia pra nos  fortalecer e lutar, cada dia mais, por uma sociedade que respeite a vida  e legitime os direitos sociais. Vamos gritar, denunciar, exigir e  transformar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/virusplanetario2.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/virusplanetario2.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/virusplanetario2.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/virusplanetario2.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/virusplanetario2.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/virusplanetario2.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/virusplanetario2.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/virusplanetario2.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/virusplanetario2.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/virusplanetario2.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/virusplanetario2.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/virusplanetario2.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/virusplanetario2.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/virusplanetario2.wordpress.com/71/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=71&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tornar o Luto uma luta</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 23:04:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>virusplanetario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A grande mídia, mesmo diante de uma catástrofe jamais vista, após a forte chuva de segunda-feira, culpa os próprios moradores dos morros atingidos em todo o Estado do Rio de Janeiro. A principal política dos governos estadual e municipais (cujo discurso de culpar os moradores de favela encontra eco na mídia grande) é reforçar o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=68&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A grande mídia, mesmo diante de uma catástrofe jamais vista, após a  forte chuva de segunda-feira, culpa os próprios moradores dos morros  atingidos em todo o Estado do Rio de Janeiro. A principal política dos  governos estadual e municipais (cujo discurso de culpar os moradores de  favela encontra eco na mídia grande) é reforçar o choque de ordem e só  se preocupar em remover as famílias de suas casas, já que &#8220;o solo urbano  é propriedade das prefeituras&#8221;. Crueldade sem fim e desfaçatez para não  admitir a própria ganância e irreponsabilidade com a população.  Trazemos aqui o relato de Daniel Nunes, professor do pré do Morro do  Estado, na mais castigada cidade do estado pela inundação, Niterói.  Estaremos com novas notícias a qualquer momento&#8230; Revista Vírus  Planetário</em></p>
<div>
<dl>
<dt><a href="http://virusplanetario.files.wordpress.com/2010/04/bumba.jpg"><img title="bumba" src="http://virusplanetario.files.wordpress.com/2010/04/bumba.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></dt>
<dd>Tragédia anunciada&#8230; E agora prefeito?</dd>
</dl>
</div>
<p>Niterói passa por uma situação calamitosa. Se por um lado setores da  cidade sofrem com o grande inconveniente de situações como alagamentos,  falta luz e imobilidade, o que já é grave, outras partes possuem  milhares de desabrigados (até o momento são mais de 3 mil), centenas de  feridos, dezenas de mortos. Além da enorme força da natureza, essa chuva  exorbitante demonstrou a gravidade da situação social da cidade.</p>
<p>Acompanho pessoalmente a situação do Morro do Estado. Foram vários os  deslizamentos e abalos no Morro do Estado, Morro do Arroz e no Morro da  Chácara (todos dentro do Complexo do Morro do Estado). Os números  frios: 4 mortos, sendo um menino ainda soterrado; dezenas de feridos; e  mais de 80 famílias desabrigadas. O pior deslizamento ocorreu  aproximadamente às 7:30 da manhã de terça-feira (dia 6) e causou além de  outras tristezas, as mortes mencionadas. Um bar e umas 5 casas foram  totalmente destruídas. Mas os deslizamentos foram ainda muitos outros,  pequenos ou médios, e com isso muitas outras casas estão comprometidas  ou destruídas.</p>
<p>O socorro foi muito precário, sendo conduzido, durante muito tempo,  pelos próprios moradores, e mesmo com a chegada dos bombeiros, a  militância solidária da comunidade foi muito necessária. Acompanhei  parte do resgate nesta terça-feira junto a Madureira e Tão, dois amigos,  que acompanharam tudo desde o início enquanto moradores da favela e  dirigentes da Associação de Moradores do Morro do Estado (AMME). Desde  os primeiros minutos do desmoronamento, passando pelo resgate, até as  altas horas de terça e o dia todo de quarta-feira, junto com muitos  moradores, eles ajudaram conduzir a gestão de toda essa situação na  favela para conseguir abrigo e outras condições mínimas para vizinhos  próximos e mais distantes.</p>
<p>Só não enxerga quem não quer! Existe um abismo social na cidade, que  fica ainda  mais evidente em situações como as fortes chuvas.</p>
<p>O que os governantes têm dito sobre assunto? Quem mora em situação de  risco, mora porque quer; quem mora em situação irregular, assim está  por irresponsabilidade própria; os estragos são causados unicamente pela  chuva além da média. Tudo mentira! As pessoas moram nesses lugares  porque não têm condições de viver em outro lugar, não possuem condições  de pagar. No Morro do Estado, por exemplo, a população é paupérrima, sua  imensa maioria é composta de trabalhadoras e trabalhadores que ganham  seu pão de cada dia, fazendo a cidade funcionar, na formalidade ou na  informalidade. Moram ali boa parte daqueles que abrem e fecham portões  de prédios, limpam as ruas, <em>faxinam</em> as casas, atendem em lojas,  servem as mesas, vendem CD’s, DVDs, enfim, trabalham principalmente no  setor de vendas e serviços.</p>
<p>Apesar disso, onde moram estão alheios ao serviço de saneamento, de  educação, de cultura, de serviços de saúde&#8230; é só subir e contar o  número de escolas, teatros, postos de saúde, para atender à população de  mais 30 mil pessoas que residem no Complexo do Morro do Estado,  majoritariamente jovens ou muito jovens. Difícil é encontrar e não  contar.</p>
<p>São várias as favelas e comunidades pobres de Niterói em situação  semelhante há muitos e muitos anos. Não é de se admirar que nada mude  quando nos deparamos com o planejamento orçamentário de Niterói e seu  uso efetivo. Recebi do SEPE-Niterói um texto crítico, do qual destaco o  seguinte trecho:</p>
<p>“Até outubro de 2009, dos R$866.549.857, 90 do orçamento previsto  pela Prefeitura, foi  efetivamente gasto R$ 699.833.160, 00, ou	seja,  80,76% do total. Em relação às verbas destinadas ao Saneamento Básico  Urbano, de apenas R$11.106.720, 00, foram gastos	R$5.883.570, 00, 44,94%  do previsto. Ou seja, a Prefeitura de Niterói gastou efetivamente  apenas 0,67% do seu orçamento total	previsto em Saneamento básico.</p>
<p>Em relação à Habitação, somando as verbas específicas, e as alocadas  na área de Urbanismo, era previsto o gasto de R$2.385.000,<br />
00, mas efetivamente foram gastos apenas R$65.917,00; 2,76% do previsto.</p>
<p>Enquanto isso, com a Câmara Municipal de Niterói foi previsto um  orçamento de R$32.897.000, 00 e gasto efetivamente	R$29.076.283, 30,  88,39% do seu total. A Prefeitura de Niterói gastou, até outubro de  2009, 3,4 vezes mais com a Câmara	Municipal de Niterói do que com  Saneamento Básico em nossa cidade. Somando o aumento de cargos  comissionados, Secretarias<br />
Regionais, Conselho Consultivo, etc, a dimensão da disparidade entre a  prioridade dada aos aliados políticos da Prefeitura, e os	investimentos  sérios nas áreas em que nossa população realmente precisa, é  gigantesca.”</p>
<p>Fico contente com o manifesto muito pertinente lançado pelo  SEPE-Niterói (abaixo a íntegra do manifesto), que confirmou presença no  Morro do Estado dia 8 pela manhã. Às 10 da manhã temos uma Assembléia  Geral Extraordinária do Morro do Estado. Além de organizar todo o  processo de abrigo e de coleta de auxílios diversos (cujos locais de  arrecadação serão devidamente divulgados), a Assembléia marcará um ato  público, a princípio para terça-feira próxima, às 16 horas, em frente à  Prefeitura de Niterói, para denunciar o descaso do poder público  municipal com a cidade, principalmente com a sua maioria pobre, e cobrar  as providências de caráter emergencial e estrutural.</p>
<p>Torço para que Niterói torne seu luto em luta.</p>
<p><em>Relato de </em><em>Daniel Vieira Nunes</em></p>
<p><em>Professor de História do Pré-vestibular Popular do Morro do  Estado.</em></p>
<p><em>Conselheiro Universitário da Universidade Federal Fluminense  pela  bancada estudantil</em></p>
<p>OBS.: Enquanto escrevo escuto as notícias do Morro do Bumba, no  Fonseca, que teve o pior deslizamento desses dias tristes.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/virusplanetario2.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/virusplanetario2.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/virusplanetario2.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/virusplanetario2.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/virusplanetario2.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/virusplanetario2.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/virusplanetario2.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/virusplanetario2.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/virusplanetario2.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/virusplanetario2.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/virusplanetario2.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/virusplanetario2.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/virusplanetario2.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/virusplanetario2.wordpress.com/68/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=68&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Chuvas no Rio: nem tudo vale a pena</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 03:06:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>virusplanetario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Paulo Piramba Os números realmente impressionam. Em menos de 12 horas choveu na cidade do Rio de Janeiro, e em parte de sua Região Metropolitana, o equivalente a dois meses de chuva. Uma média de 270mm, enquanto o índice normal para o mês de abril é de 140mm. Até o momento em que escrevo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=65&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Paulo Piramba</em></p>
<p>Os números realmente impressionam.  Em menos de 12 horas choveu na cidade do Rio de Janeiro, e em parte de  sua Região Metropolitana, o equivalente a dois meses de chuva. Uma média  de 270mm, enquanto o índice normal para o mês de abril é de 140mm. Até o  momento em que escrevo, já foram confirmadas pelo menos 95 mortes.</p>
<p>A  causa mais imediata para esse extremo climático de gigantesca proporção  é a combinação de uma frente fria, com o contraste entre o ar polar e o  ar quente tropical, aliado à temperatura do mar, 2ºC mais quente do que  o normal. Além disso, a maré alta contribuiu para que o alagamento das  áreas urbanas do Rio, já muito impermeabilizadas, não escoasse.</p>
<p>Além  do triste saldo de mortes, quase todas provocadas por deslizamentos de  encostas, o caos se instalou na cidade. O alagamento das vias impediu a  passagem dos veículos, fazendo com que milhares de pessoas não chegassem  em casa. Muitos dormiram na rua essa noite. Nessa terça-feira, a cidade  vive um feriado forçado, já que escolas, universidades e poder  judiciário suspenderam suas atividades. Mas muitos bancos, lojas e  escritórios de grandes e pequenas empresas também não funcionam, já que  seus empregados e clientes não têm como se locomover. As já normalmente  ineficientes empresas privadas de fornecimento de energia contabilizam  milhares de casas sem luz desde a noite de segunda.</p>
<p>O prefeito do  Rio coloca a culpa do colapso da cidade “nas fortes chuvas, na maré  alta, na ocupação irregular das encostas e nas pessoas que insistem em  morar nelas”. Não deixa de alfinetar os “demagogos de plantão” que,  segundo ele, “criticam os reassentamentos de moradores de áreas de  risco”. E ainda dá “nota zero para o preparo da cidade para o temporal”.</p>
<p>Em  meio a todo o oba-oba da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas  no Rio de Janeiro, os ambientalistas mais críticos – que responsabilizam  a sociedade do consumismo e as suas relações com o meio ambiente, pela  escalada do aquecimento global – insistem que, ao invés de obras de  fachada, fossem incluídas na preparação destes eventos intervenções que  começassem a preparar a cidade para os efeitos que, certamente, as  mudanças climáticas provocarão.</p>
<p>Senão vejamos, o que se espera  como resultado do aumento da temperatura média do planeta, em um futuro  cada vez mais presente, são exatamente temporais muito mais intensos, em  duração e amplitude. O mar, além de mais aquecido, estará em um nível  superior ao de hoje, dificultando o escoamento, tanto das águas  pluviais, como dos esgotos, pelo envelhecido sistema de escoamento das  cidades.</p>
<p>Ao invés de investir na adaptação do Rio de Janeiro aos  problemas que afligirão a cidade daqui a algumas décadas, as autoridades  de todos os níveis preferem alocar recursos em PACs cosméticos, que não  vão alterar as precárias condições de habitação da população mais pobre  da cidade. Em intervenções desastradas no ineficiente sistema de  transporte público, como a linha 1A do Metrô. Ou então transferindo a  culpa para a natureza ou, o que é mais revoltante, para as próprias  pessoas que moram em locais em permanente risco e precarização  ambiental.</p>
<p>Em décadas de militância nunca vi nenhum morador dessas  áreas afirmar que gosta de morar ali onde está. Nunca vi ninguém expor,  por opção própria, sua família a uma vida sem água, sem esgoto, sem  moradia digna e em permanente risco. O que vi, e continuo vendo, são  milhões de pessoas obrigadas a ocupar estes territórios, por força de  uma política econômica que achata salários e precariza empregos.</p>
<p>São  não-cidadãos colocados à margem da sociedade, invisíveis e tratados  como peças de reposição das engrenagens do mercado, para serem usados se  e quando necessário. Pessoas confinadas em guetos, onde o Estado só se  faz presente através da repressão policial, sem saúde e educação. E que,  ao invés de serem alvo de políticas habitacionais que lhes permitam  conseguir uma habitação digna, são alocadas e realocadas de acordo com a  vontade da especulação imobiliária. As casas do PAC racharam com a  primeira chuva. Substituir uma precariedade por outra, não é solução do  problema. É troca de cativeiro.</p>
<p>As autoridades do Rio, além de  criminalizarem a pobreza, também vêm responsabilizando os moradores de  comunidades pela degradação ambiental da cidade. No Rio, muros de  confinamento têm sido erguidos sob o álibi de impedirem que os moradores  desmatem as encostas. Mas qualquer levantamento por satélite mostra que  são os condomínios e mansões que estão ocupando as encostas acima da  cota 100, destruindo a Mata Atlântica.</p>
<p>O real objetivo é “limpar” o  Rio para que se transforme cada vez mais numa cidade-espetáculo para os  ricos, palco de grandes eventos, como desejam hoje autoridades e  empresários. Não é mais suficiente condenar milhões à invisibilidade do  não-acesso à sociedade do consumo. É necessário varrê-los para baixo do  tapete, escondê-los fisicamente com os tapumes da Linha Vermelha,  expulsá-los para o mais longe possível, para que as áreas onde eles hoje  estão sejam “revitalizadas”, como se lá nessas comunidades não houvesse  vida.</p>
<p>Ao longo da história, as cidades vêm perdendo sua  referência territorial por conta e obra das exigências dos mercados.  Ocupar áreas de mangue aterradas ou de várzea, e depois lamentar as  inundações tornou-se freqüente. Incentivar o consumo desenfreado, e  depois não saber onde colocar o lixo, também. Permitir que as indústrias  utilizem e poluam a maior parte da água potável, e depois sofrer com a  sua escassez vai se tornando uma norma.</p>
<p>Vivemos em um planeta à  beira de uma ameaça que pode colocar em risco a sobrevivência das  espécies, entre elas, a humana. O sistema que polui águas, solos e ar,  que vem dilapidando as riquezas naturais e causando uma devastação  ambiental dramática, tem a capacidade de destruir também o equilíbrio do  clima. Tudo isso pela utilização de modos de produzir e combustíveis  que agridem a natureza. Têm valido a pena?</p>
<p><em>* Paulo Piramba,  55 anos, é membro da Rede Ecossocialista Internacional e do Instituto  Búzios.</p>
<p>Fonte: Agência Petroleira de Notícias</em></p>
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		<title>A necessidade do funk</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 08:05:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>virusplanetario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Adriana Facina do Oicult Durante uma festa da campanha para a eleição do deputado Marcelo Freixo, ocorrida em Niterói, o DJ tocou um set de funk. Comecei a dançar com alguns amigos e logo ouvi de alunos meus presentes no local: “nossa, professora, você dança funk?”. E brincaram: “Facina é um quadro de massas!”. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=62&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Adriana Facina do <a href="http://www.oicult.blogspot.com" target="_blank">Oicult</a></p>
<p>Durante uma festa da campanha para a eleição do deputado Marcelo Freixo, ocorrida em Niterói, o DJ tocou um set de funk. Comecei a dançar com alguns amigos e logo ouvi de alunos meus presentes no local: “nossa, professora, você dança funk?”. E brincaram: “Facina é um quadro de massas!”. Na época eu nem pesquisava o funk ainda, mas disse: “o funk é muito bom e, além disso, como vamos dialogar com a juventude pobre sem ele?” O pessoal respondeu: “mas o funk é machista!”. E eu: “qual gênero musical está livre de machismo? Até Chico Buarque!” Nessa hora, tocava o clássico hino funkeiro “Eu só quero é ser feliz&#8230;”. Eu: “ e essa música aí, é machista?”. Eles: “ah, professora, mas é uma plataforma política muito recuada&#8230; muito conformista&#8230;” Eu ainda argumentei: “isso é porque vocês não sabem como é difícil andar tranquilamente na favela sendo favelado&#8230;”<br />
Anos depois, recebo emails de alguns desses mesmos alunos convidando para rodas de funk e vejo várias daquelas carinhas nas escadarias da ALERJ no dia da votação dos projetos de lei do funk. Fiquei muito feliz, pois percebi que não eram somente as leis que estavam mudando, mas também as opiniões de muitas pessoas, inclusive da esquerda, sobre o som que vem das favelas.<br />
Na UFF, no Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, os estudantes sempre debatiam se se podia ou não tocar funk nas calouradas e outras festas organizadas por eles. A galera mais à esquerda, com poucas exceções, defendia que não, pois o funk era “música de playboy”, preconceituoso, rebaixava as mulheres e assim por diante. Volta e meia esse debate surgia na minha sala de aula. Quando o Movimento Funk é Cultura e a APAFunk começaram a organizar as rodas de funk na UFF, as coisas foram mudando. As rodas de funk são um espaço de encontro e de troca entre os profissionais do funk e uma mídia alternativa para divulgação daquela produção funkeira que não toca nas rádios. Nas palavras do MC Leonardo, as rodas de funk são uma “manifestação político-cultural”. Houve rodas de funk em várias festas e encontros estudantis, inclusive no Encontro da Juventude do Campo e da Cidade, organizado pela Via Campesina em 2008. Da UFF, elas se espalharam por outras universidades: UFRJ, UERJ, PUC, UNIRIO e até na UNICAMP. Junto das rodas, sempre rolavam debates sobre a criminalização do funk e da pobreza, sobre os direitos dos artistas, sobre a linguagem do funk numa intensa troca de saberes e experiências entre universitários e funkeiros<br />
A meu ver, essa foi uma das maiores vitórias da APAFunk: sensibilizar movimentos sociais e a esquerda como um todo para a defesa de uma manifestação cultural legítima do povo favelado, explicitando como a criminalização dessa cultura está de braços dados com a criminalização da pobreza.<br />
A vitória do funk na ALERJ, ocorrida no dia 01 de setembro, não teria sido possível sem isso. Foi assim que se deu a aproximação fundamental com o mandato do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que tornou realidade, com muita negociação e esforço, a derrubada da Lei “Álvaro Lins”, que impossibilitava a realização dos bailes, e a aprovação da lei que define o funk como manifestação cultural. Com o plenário lotado e com as escadarias tomadas de funkeiros, favelados, universitários, sem-terra, professores da rede pública, militantes de diversos movimentos sociais, os deputados foram pressionados, de olho já nas eleições, a aprovar as leis. Vimos, incrédulos, o líder do governo dizer que errou, fazer uma mea culpa pública, dando, sem querer, uma aula sobre como se faz a política institucional no Brasil hoje. Foi uma grande festa cidadã!<br />
A mídia gorda, como de costume, noticiou o que quis e tirou o protagonismo da APAFunk e dos movimentos sociais nesse processo. Mas, mesmo assim, a definição do funk como cultura se tornou o centro dos debates em todo o estado. Uma amiga minha, professora da rede pública em Itaboraí, disse que seus alunos adolescentes vibraram com a notícia e se sentiram muito felizes de ver a música com a qual se identificam tratada como questão cultural e não como caso de polícia. Entre os profissionais do funk, a postura inicial de descrédito (quantas vezes ouvimos “isso não vai dar em nada”) e mesmo desconfiança da maioria virou auto-estima e certeza de que a organização coletiva tem poder. Também entre os amigos do funk, uma onda de otimismo e confiança alimentou os sonhos construídos na luta coletiva, pois a possibilidade da transformação estava ali, acontecendo diante dos olhos de quem quisesse ver. Como disse Marcelo Freixo, a vitória do funk nos coloca diante da perspectiva de repactuar a cidade do Rio de Janeiro em novas bases e isso diz respeito a todos os cidadãos, não somente aos funkeiros.<br />
No entanto, nem todas as vozes foram de aprovação. Como era de se esperar, as notícias dos jornais despertaram a ira dos conservadores. Nos comentários on line e nas cartas dos leitores, xingamentos, preconceitos, o funk associado ao crime e à pornografia, acusações, estigmatização do povo favelado. Numa estranha e inesperada aliança, vozes da esquerda também se levantaram para deslegitimar a vitória do funk e para diminuir o significado e as conseqüências políticas dos acontecimentos de 01 de setembro. A presença dos empresários do funk, que visivelmente vieram a reboque do movimento e nos 45 minutos do segundo tempo, foi lida como capitulação da APAFunk. Rapidamente, comparações com a CUFA e o Afroreggae surgiram, mesmo com a associação tendo sido fundada há menos de um ano e não possuindo nenhuma fonte de financiamento. A reunião com o governador Sérgio Cabral para garantir o sancionamento da lei foi vista como aproximação política oportunista com o governo que mata favelados. Esse “fogo amigo”, que serve tão bem aos interesses dos verdadeiros inimigos de classe, dá o que pensar. Acostumados há tantos anos a falarmos só com nós mesmos, nós dos movimentos de esquerda temos dificuldade em lidar com a contradição, em entender que consciência política não é algo nato e que estamos num processo de disputa ideológica duríssimo. A construção de um campo político de esquerda dentro do funk depende de um trabalho árduo no qual temos de lidar com diferenças que, dentro dos esquemas interpretativos tradicionais, podem nos parecer pouco compreensíveis. Por enquanto, o que a maioria dos funkeiros quer é poder viver de seu trabalho e se for um grande empresário ou um político de direita a oferecer isso será com eles que a galera vai fechar.<br />
Por isso, é necessária uma união muito forte entre os amigos do funk. E ela não pode ser somente retórica e muito menos marcada pela intolerância. Construir movimento de massa de modo democrático excluindo a contradição é impossível. Além da formação política, temos de inventar modos de ganhar a vida, interferir na produção funkeira, disputar a mídia, fazer “os nossos” ganharem visibilidade. Esse movimento só vai se fortalecer assim. Não adianta ficarmos pregando a revolução. Ela tem de ser uma realidade e viver no cotidiano das pessoas que só querem ser felizes. Ou a gente mantém os ouvidos atentos, a mente aberta, o espírito criativo pra fazer política sem manuais pré-estabelecidos ou então continuaremos a falar somente pra nós mesmos, naqueles velhos jargões que ninguém agüenta mais ouvir.<br />
E uma coisa é certa: é impossível hoje, no Rio de Janeiro, pensar em fazer movimento de massa com a juventude favelada sem o funk. A necessidade do funk é de primeira ordem pra transformar essa sociedade pavorosa em que vivemos. È mais fácil continuarmos nos nossos guetos ideológicos, entendendo como alienação e cooptação as contradições desse movimento, do que sujarmos nossas crenças arraigadas, nossa dureza de militantes cheios de boas convicções no barro das incertezas políticas geradas por elas. Mas esse barro é só o que temos se de fato quisermos nos comunicar com os sujeitos históricos que podem protagonizar a necessária transformação. Como ele será moldado, depende da nossa capacidade de estabelecer de fato um diálogo em bases democráticas e da nossa paciência em compreender que o tempo dos processos históricos concretos não é o dos nossos desejos. Solidariedade, companheirismo, compreensão, ajuda mútua são valores constitutivos da sociabilidade da classe trabalhadora e podem ajudar na construção de um campo político-cultural transformador no qual o funk necessariamente terá papel fundamental.</p>
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		<title>Por que o funk é tema de audiência?</title>
		<link>http://virusplanetario2.wordpress.com/2009/08/24/por-que-o-funk-e-tema-de-audiencia/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 18:26:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>virusplanetario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há mil e um motivos para a realização da audiência pública sobre o funk na Assembleia Legislativa do Rio. Na próxima terça-feira (25/8), às 10h, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e da Cidadania da Alerj vai conduzir importante discussão sobre as políticas públicas que podem e devem ser adotadas em relação ao funk. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=58&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há mil e um motivos para a realização da audiência pública sobre o funk  na Assembleia Legislativa do Rio. Na próxima terça-feira (25/8), às 10h, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e da Cidadania da Alerj vai conduzir importante discussão sobre as políticas públicas que podem e devem ser adotadas em relação ao funk.  Esse debate exige que se vá além da fronteira do preconceito da sociedade que sustenta a repressão oficial, por meio da ação da Polícia, a essa manifestação cultural.<br />
<br /></br><br />
O objetivo dessa audiência será justamente o de promover o avanço do debate sobre o funk por novos ângulos que não apenas o da esfera da segurança pública. “A proposta é por em questão oportunidades de se promover o funk como um instrumento pedagógico a ser utilizado nas escolas ou de se criar, por exemplo, oficinas profissionalizantes para formação de DJs. Esse é o caminho para o Estado reconhecer que o funk existe desvinculado do crime”, defende o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).<br />
<br /></br><br />
   As secretárias de Cultura do Estado, Adriana Rattes, e do município, Jandira Feghali, assim como a secretária estadual de Educação, Teresa Porto, vão participar da audiência. Também a artista Fernanda Abreu e os antropólogos Hermano Vianna e Adriana Facina, dedicados a pesquisas sobre o funk e militantes da causa, vão contribuir para o debate. Os funkeiros serão representados por MC Leonardo, presidente da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (APAFunk) e autor do Rap das Armas, da trilha sonora do filme Tropa de Elite.<br />
<br /></br><br />
 A luta de resistência do movimento funk é pacífica e tem se pautado tanto pela firmeza como pelo recurso às instâncias legais de negociação com o Estado e a própria polícia. E há conquistas relevantes nesse rumo, como a autorização da Polícia Militar enfim obtida para a realização de uma roda de funk no Morro Santa Marta, em Botafogo. A roda mobilizou, no mês passado, mais de 500 funkeiros, moradores e militantes de movimentos sociais e organizações de Direitos Humanos. A roda havia sido proibida por duas vezes consecutivas desde junho deste ano.<br />
<br /></br><br />
   A perseguição ao funk hoje é concreta. Há três semanas, por exemplo, policiais militares fuzilaram um equipamento de som no Morro do Borel, na Tijuca, sob a hipótese equivocada de que a aparelhagem pertenceria a funkeiros, quando, na verdade, seria utilizada em um evento evangélico cristão.   Em 2008, a Alerj aprovou lei do deputado estadual, mais tarde cassado, Álvaro Lins, que, de tantas restrições para a sua autorização, praticamente proibiu o funk no estado. O deputado Marcelo Freixo propôs projeto de lei para revogar essa lei, assim como propôs outro projeto para garantir a liberdade ao funk e o seu reconhecimento como uma legítima manifestação cultural popular. </p>
<p></br><br />
Organizados na Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (APAFunk), que promove a campanha Funk é Cultura, um grupo de funkeiros tem realizado debates e rodas de funk de raiz, para a conscientização da sociedade, em espaços públicos, no asfalto e nas favelas, e também nas universidades do Rio. Trata-se, essa luta do funk pelo direito à voz, de uma questão de Direitos Humanos.<br />
<br /></br><br />
 Desde que o batidão chegou ao Rio, nos anos 80, foi identificado como o som dos jovens negros e favelados.  E desde o início de sua trajetória, o gênero popular enfrentou a perseguição policial.  Acusado de fomentar a violência entre gangues da periferia, expulso das quadras dos clubes de periferia, o funk ficou confinado nos morros, onde passou a ser condenado como instrumento de apologia ao tráfico de drogas e, mais recentemente, da pornografia.<br />
<br /></br><br />
 Para mostrar que o funk não inventou nem o tráfico de drogas e nem a prostituição e que é muito mais do que a sociedade imagina, a APAFunk promove as rodas de funk de raiz, assim chamadas em analogia às rodas de samba, outro gênero que já sofreu com o preconceito e a criminalização.<br />
<br /></br><br />
   Nesta década, o funk  desceu os morros, conquistou o asfalto, as boates da Zona Sul,  cenas protagonizadas pelo núcleo rico da novela das oito A Favorita e até mesmo já surgiu uma funkeira oriunda da alta sociedade carioca. Mas a proibição ao funk ainda existe.<br />
<br /></br><br />
 Existe ainda, no entanto, só para os jovens pobres e negros das favelas e periferias.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/virusplanetario2.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/virusplanetario2.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/virusplanetario2.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/virusplanetario2.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/virusplanetario2.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/virusplanetario2.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/virusplanetario2.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/virusplanetario2.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/virusplanetario2.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/virusplanetario2.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/virusplanetario2.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/virusplanetario2.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/virusplanetario2.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/virusplanetario2.wordpress.com/58/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=58&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Audiência Pública e Ato-show mobilizam movimento pró-Conferência de Comunicação no Rio</title>
		<link>http://virusplanetario2.wordpress.com/2009/06/25/audiencia-publica-e-ato-show-mobilizam-movimento-pro-conferencia-de-comunicacao-no-rio/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 00:32:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>virusplanetario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Da Assembléia Legislativa às praças públicas, organizações sociais do Rio de Janeiro apostam na mobilização popular para transformar o modelo concentrado de comunicação no país Fonte: Agência Petroleira de Notícias Fotos: Gilka Resende (ato-show) e Rafael Duarte (audiência pública) &#8211; Agência Petroleira de Notícias Só com muita gente nessa luta será possível vencer o bloqueio [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=54&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Da Assembléia Legislativa às praças públicas, organizações sociais do Rio de Janeiro apostam na mobilização popular para transformar o modelo concentrado de comunicação no país</em></p>
<p><em>Fonte: Agência Petroleira de Notícias<br />
Fotos: Gilka Resende (ato-show) e Rafael Duarte (audiência pública) &#8211; Agência Petroleira de Notícias</em></p>
<p>Só com muita gente nessa luta será possível vencer o bloqueio da grande mídia. Essa é a reflexão que fez ontem o movimento pró-Conferência de Comunicação colocar cerca de 200 pessoas no Plenário da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e movimentar muitos artistas, estudantes e cidadãos em geral para ato-show na Praça de Domingos, em Niterói.</p>
<p>Na audiência pública pró-Conferência Estadual de Comunicação solicitada pela comissão Rio pró-Conferência (movimento que reúne mais de 30 organizações sociais), a participação popular foi boa, mesmo a atividade acontecendo no meio da tarde, horário ingrato para a maioria dos trabalhadores. A mesa da atividade contou com dois representantes do comissão Rio, Oona Castro do Intervozes e o professor Marcos Dantas da PUC-Rio, a deputada federal Cida Diogo, integrante da comissão organizadora nacional da Confecom, e do deputado estadual Gilberto Palmares, além do presidente da Comissão de Cultura da Alerj, o deputado Alessandro Molon, que mediou os trabalhos.</p>
<h3>Ausência do Governo do Estado preocupa</h3>
<p>O debate foi muito rico, com falas vibrantes tanto da mesa quanto da platéia da necessidade de mudar o modelo de comunicação em nosso país e do papel mobilizador que a conferência nacional pode cumprir. O grande destaque negativo, porém, foi a ausência total do poder executivo estadual. Considerando que o principal motivador dessa audiência era garantir o comprometimento do Governo do Rio de Janeiro nesse processo conferencial, a atividade ficou com esse grande déficit. Os informes da organização nacional, trazidos pela Cida Diogo, explicaram como funcionará a convocação das conferências estaduais. Os governadores e prefeitos têm até o dia 1º de agosto para formalizar as Conferências Estaduais e Municipais, caso não o façam, as Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores assumem essa atribuição até o dia 5 de agosto. A partir daí, caso nenhuma das duas instâncias do poder público tenham tomado atitude, a sociedade civil pode organizar o processo.</p>
<p>A deputada federal ainda avisou que, embora possam ocorrer conferências municipais, livres e virtuais, apenas no espaço conferencial estadual serão eleitos delegados. Essa informação pode esvaziar muito a mobilização municipal e ainda dificultar a representação do interior nas discussões. Ainda mais que com o corte executado pelo Governo Federal no orçamento da Conferência Nacional de Comunicação, os recursos anteriormente aprovados de 8,2 milhões foram reduzidos para 1,6, o apoio para deslocamento dos movimentos do interior para as conferências estaduais deve ser bastante limitado.</p>
<h3>Apresentações artísticas e panfletagem tomam praça universitária em Niterói</h3>
<p>Ao término da audiência pública, representantes de entidades e movimentos sociais se deslocaram para Niterói onde ocorreu uma manifestação cultural pró-conferência. No trajeto, pela Praça XV, Barcas e centro de Niterói, os militantes aproveitaram para entregar panfletos sobre a Conferência e convidar os pedestres para aderirem ao movimento pela democratização da comunicação. Ao chegar na Praça de São Domingos, em frente a histórica Cantareira em Niterói, o palco já estava armado e os artistas passavam o som. Por volta de 19h, Claudio Salles, da comissão pró-Conferência de Comunicação de Niterói e do movimento cultural Pop Goiaba, anunciou a abertura do show. Muita música, esquetes, poesia, mostra de jornais alternativos, sempre entremeadas de falações e panfletagem em defesa de uma conferência de comunicação ampla, democrática e transformadora. Faixas e banner pela conferência, contra a baixaria na TV e em defesa da comunicação comunitária se destacavam na praça.</p>
<h3>Próximas atividades</h3>
<p>No encerramento, os organizadores ainda destacaram que aquela mobilização ali teria que se espalhar pelo país todo. Além da reunião da comissão pró-Conferência estadual, marcada para segunda-feira, 29 de junho, às 19h, no Clube de Engenharia (Av. Rio Branco, 124, 21º andar, no Centro do Rio), haverá uma audiência pública no dia 10 de julho, sexta, na Câmara de Vereadores de Niterói (na Av. Amaral Peixoto), para formalizar o processo da Conferência Municipal de Comunicação.</p>
<p>Antes ainda acontece um encontro de formação preparatória para a Confecom organizado pelo Núcleo Piratininga de Comunicação com o tema &#8216;Rádio e TV são concessões públicas. Que processos de concessão queremos?&#8217;. A atividade é 24/06 (quarta-feira) às 19h, no Sindicato dos Engenheiros (Av. Rio Branco 277, 17° andar &#8211; Cinelândia).</p>
<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_06.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="500" height="375" /></p>
<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_05.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="500" height="375" /></p>
<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_07.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="500" height="375" /></p>
<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_08.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="500" height="375" /></p>
<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_01.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="500" height="375" /></p>
<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_02.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="500" height="375" /></p>
<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_03.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="500" height="375" /></p>
<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_04.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="375" height="500" /></p>
<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_10.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="500" height="375" /></p>
<div id="_mcePaste" style="overflow:hidden;position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">
<table class="contentpaneopen" border="0">
<tbody>
<tr>
<td class="contentheading" width="100%">Audiência Pública e Ato-show mobilizam movimento pró-Conferência de Comunicação no Rio</td>
<td class="buttonheading" width="100%" align="right"><a title="Imprimir" href="http://www.apn.org.br/apn/index2.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1135&amp;pop=1&amp;page=0&amp;Itemid=1" target="_blank"> <img src="http://www.apn.org.br/apn/templates/ja_wezen/images/printButton.png" border="0" alt="Imprimir" align="middle" /></a></td>
<td class="buttonheading" width="100%" align="right"><a title="E-mail" href="http://www.apn.org.br/apn/index2.php?option=com_content&amp;task=emailform&amp;id=1135&amp;itemid=1" target="_blank"> <img src="http://www.apn.org.br/apn/templates/ja_wezen/images/emailButton.png" border="0" alt="E-mail" align="middle" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="contentpaneopen" border="0">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2" valign="top"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span class="article_seperator"> </span> //<br />
function mxclightup(imageobject, opacity){<br />
if ((navigator.appName.indexOf(&#8220;Netscape&#8221;)!=-1) &amp;&amp; (parseInt(navigator.appVersion)&gt;=5)){<br />
imageobject.style.MozOpacity=opacity/100;<br />
} else if ((navigator.appName.indexOf(&#8220;Microsoft&#8221;)!= -1) &amp;&amp; (parseInt(navigator.appVersion)&gt;=4)){<br />
imageobject.filters.alpha.opacity=opacity;<br />
}<br />
}<br />
//&lt;!<br />
//</p>
<div id="ja-content">
<div id="fullarticle">
<table class="contentpaneopen" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td width="100%" valign="top">
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td>Atualizado em 23/06/09 12:30  <img src="http://www.apn.org.br/apn/components/com_maxcomment/templates/expand/images/new.gif" alt="" align="middle" /></td>
</tr>
<tr>
<td>Visualizações : 469    <img src="http://www.apn.org.br/apn/components/com_maxcomment/templates/expand/images/icon_popular_3.gif" alt="" align="middle" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_09.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="500" height="375" /></p>
<p>Da<br />
Assembléia Legislativa às praças públicas, organizações sociais do Rio<br />
de Janeiro apostam na mobilização popular para transformar o modelo<br />
concentrado de comunicação no país</p>
<p><em>Fonte: Agência Petroleira de Notícias<br />
Fotos: Gilka Resende (ato-show) e Rafael Duarte (audiência pública) &#8211; Agência Petroleira de Notícias</em></p>
<p>Só<br />
com muita gente nessa luta será possível vencer o bloqueio da grande<br />
mídia. Essa é a reflexão que fez ontem o movimento pró-Conferência de<br />
Comunicação colocar cerca de 200 pessoas no Plenário da Assembléia<br />
Legislativa do Rio de Janeiro e movimentar muitos artistas, estudantes<br />
e cidadãos em geral para ato-show na Praça de Domingos, em Niterói.</p>
<p>Na<br />
audiência pública pró-Conferência Estadual de Comunicação solicitada<br />
pela comissão Rio pró-Conferência (movimento que reúne mais de 30<br />
organizações sociais), a participação popular foi boa, mesmo a<br />
atividade acontecendo no meio da tarde, horário ingrato para a maioria<br />
dos trabalhadores. A mesa da atividade contou com dois representantes<br />
do comissão Rio, Oona Castro do Intervozes e o professor Marcos Dantas<br />
da PUC-Rio, a deputada federal Cida Diogo, integrante da comissão<br />
organizadora nacional da Confecom, e do deputado estadual Gilberto<br />
Palmares, além do presidente da Comissão de Cultura da Alerj, o<br />
deputado Alessandro Molon, que mediou os trabalhos.</p>
<h3>Ausência do Governo do Estado preocupa</h3>
<p>O<br />
debate foi muito rico, com falas vibrantes tanto da mesa quanto da<br />
platéia da necessidade de mudar o modelo de comunicação em nosso país e<br />
do papel mobilizador que a conferência nacional pode cumprir. O grande<br />
destaque negativo, porém, foi a ausência total do poder executivo<br />
estadual. Considerando que o principal motivador dessa audiência era<br />
garantir o comprometimento do Governo do Rio de Janeiro nesse processo<br />
conferencial, a atividade ficou com esse grande déficit. Os informes da<br />
organização nacional, trazidos pela Cida Diogo, explicaram como<br />
funcionará a convocação das conferências estaduais. Os governadores e<br />
prefeitos têm até o dia 1º de agosto para formalizar as Conferências<br />
Estaduais e Municipais, caso não o façam, as Assembléias Legislativas e<br />
Câmaras de Vereadores assumem essa atribuição até o dia 5 de agosto. A<br />
partir daí, caso nenhuma das duas instâncias do poder público tenham<br />
tomado atitude, a sociedade civil pode organizar o processo.</p>
<p>A<br />
deputada federal ainda avisou que, embora possam ocorrer conferências<br />
municipais, livres e virtuais, apenas no espaço conferencial estadual<br />
serão eleitos delegados. Essa informação pode esvaziar muito a<br />
mobilização municipal e ainda dificultar a representação do interior<br />
nas discussões. Ainda mais que com o corte executado pelo Governo<br />
Federal no orçamento da Conferência Nacional de Comunicação, os<br />
recursos anteriormente aprovados de 8,2 milhões foram reduzidos para<br />
1,6, o apoio para deslocamento dos movimentos do interior para as<br />
conferências estaduais deve ser bastante limitado.</p>
<h3>Apresentações artísticas e panfletagem tomam praça universitária em Niterói</h3>
<p>Ao<br />
término da audiência pública, representantes de entidades e movimentos<br />
sociais se deslocaram para Niterói onde ocorreu uma manifestação<br />
cultural pró-conferência. No trajeto, pela Praça XV, Barcas e centro de<br />
Niterói, os militantes aproveitaram para entregar panfletos sobre a<br />
Conferência e convidar os pedestres para aderirem ao movimento pela<br />
democratização da comunicação. Ao chegar na Praça de São Domingos, em<br />
frente a histórica Cantareira em Niterói, o palco já estava armado e os<br />
artistas passavam o som. Por volta de 19h, Claudio Salles, da comissão<br />
pró-Conferência de Comunicação de Niterói e do movimento cultural Pop<br />
Goiaba, anunciou a abertura do show. Muita música, esquetes, poesia,<br />
mostra de jornais alternativos, sempre entremeadas de falações e<br />
panfletagem em defesa de uma conferência de comunicação ampla,<br />
democrática e transformadora. Faixas e banner pela conferência, contra<br />
a baixaria na TV e em defesa da comunicação comunitária se destacavam<br />
na praça.</p>
<h3>Próximas atividades</h3>
<p>No encerramento, os<br />
organizadores ainda destacaram que aquela mobilização ali teria que se<br />
espalhar pelo país todo. Além da reunião da comissão pró-Conferência<br />
estadual, marcada para segunda-feira, 29 de junho, às 19h, no Clube de<br />
Engenharia (Av. Rio Branco, 124, 21º andar, no Centro do Rio), haverá<br />
uma audiência pública no dia 10 de julho, sexta, na Câmara de<br />
Vereadores de Niterói (na Av. Amaral Peixoto), para formalizar o<br />
processo da Conferência Municipal de Comunicação.</p>
<p>Antes ainda<br />
acontece um encontro de formação preparatória para a Confecom<br />
organizado pelo Núcleo Piratininga de Comunicação com o tema &#8216;Rádio e<br />
TV são concessões públicas. Que processos de concessão queremos?&#8217;. A<br />
atividade é 24/06 (quarta-feira) às 19h, no Sindicato dos Engenheiros<br />
(Av. Rio Branco 277, 17° andar &#8211; Cinelândia).</p>
<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_06.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="500" height="375" /></p>
<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_05.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="500" height="375" /></p>
<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_07.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="500" height="375" /></p>
<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_08.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="500" height="375" /></p>
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<p><img title="Image" src="http://www.apn.org.br/apn/images/stories/fotos01/confecom_rio_niteroi_03.jpg" border="0" alt="Image" hspace="6" width="500" height="375" /></p>
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</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>]]&gt;</p>
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		<item>
		<title>A Universidade não é caso de polícia</title>
		<link>http://virusplanetario2.wordpress.com/2009/06/12/a-universidade-nao-e-caso-de-policia/</link>
		<comments>http://virusplanetario2.wordpress.com/2009/06/12/a-universidade-nao-e-caso-de-policia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 20:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>virusplanetario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://virusplanetario2.wordpress.com/?p=50</guid>
		<description><![CDATA[Em vez de estigmatizar os alunos e tratá-los como delinquentes, talvez seja o caso de se perguntar contra o que eles se manifestam. AS CENAS de batalha campal que vimos nesta semana na USP ficarão na memória daqueles que dedicam sua vida a essa instituição. Vários professores, como eu, que nunca participaram de movimento sindical, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=virusplanetario2.wordpress.com&amp;blog=7051415&amp;post=50&amp;subd=virusplanetario2&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Em vez de estigmatizar os alunos e tratá-los como delinquentes, talvez seja o caso de se perguntar contra o que eles se manifestam.</em></strong></p>
<p>AS CENAS de batalha campal que vimos nesta semana na USP ficarão na memória daqueles que dedicam sua vida a essa instituição. Vários professores, como eu, que nunca participaram de movimento sindical, que nem sequer foram alguma vez a uma assembleia, veem com estarrecimento a disseminação da crença de que conflitos trabalhistas devem ser resolvidos apelando sistematicamente à polícia.<br />
Diz-se que a polícia era necessária para evitar piquetes e degradações. No entanto, tudo o que ela conseguiu foi acirrar os ânimos e aumentar exponencialmente os dois.<br />
Vale a pena lembrar que, por mais que sejam práticas problemáticas que precisam certamente ser revistas, os piquetes estão longe de se configurarem como ações criminosas. A história das sociedades democráticas demonstra como eles foram, em muitos casos, peças necessárias de um processo de ampliação de direitos. Cabe a nós provar que esse tempo passou e que, devido à capacidade de diálogo, tais práticas não têm mais lugar.<br />
No entanto, quando se tenta reduzir manifestantes que procuram melhorias em suas condições de trabalho a tresloucados patológicos que nada têm a dizer, que não têm nenhuma racionalidade em suas demandas, dificilmente alguma forma de diálogo conseguirá se impor.<br />
Melhor seria começar explicando qual racionalidade justifica que a universidade mais importante do país, responsável por parte significativa da pesquisa nacional, tenha salários menores que os de uma universidade federal em qualquer Estado brasileiro.<br />
Por outro lado, há algo incompreensível na crença de que a polícia possa ser chamada para mediar conflitos com alunos e funcionários públicos. Muitos acreditam que ligarão para o 190 e receberão uma espécie de &#8220;polícia inglesa&#8221; capaz de agir de maneira minimamente adequada diante de cidadãos que se manifestam.<br />
Contudo, o que vimos até agora foi uma polícia que entrou pela primeira vez no campus armada com metralhadoras, quando a ação padrão deveria ser, nessas situações, agir desarmada. Quem tem uma metralhadora nas mãos imagina que porventura poderá usá-la. Mas contra quem? Contra nossos alunos? E quem decidirá o momento de usá-la?<br />
Como se isso não bastasse, uma polícia bem preparada não responde a provocações de gritos e latas com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha usadas na frente da Escola de Aplicação e de uma faculdade em que, normalmente, há crianças e adolescentes. O que aconteceria se uma bala de borracha atingisse uma criança, ampliando um pouco mais o enorme contingente de balas perdidas disparadas pela polícia?<br />
Antes de ligar para a Polícia Militar, valeria a pena levar em conta seu despreparo manifesto em intervenções em conflitos sociais, histórico catastrófico mundialmente criticado por órgãos internacionais.<br />
Nenhum leitor terá dificuldade de se lembrar de situações de conflito social nas quais policiais que se sentiram acuados reagiram de maneira descontrolada, provocando tragédias.<br />
Por fim, contrariamente a certa ideia que um anti-intelectualismo militante gosta de veicular nestes momentos, vários alunos alvos de balas de borracha são extremamente dedicados em seus cursos, participam sistematicamente de colóquios e programas de pesquisa, apresentam &#8220;papers&#8221; em congressos e podem ser constantemente encontrados em nossas bibliotecas.<br />
Sendo certo que vêm de todas as faculdades de nossa universidade (e não apenas da área de humanas, como alguns querem fazer acreditar), é inaceitável tratá-los como delinquentes potenciais. Dentre os 2.000 estudantes que se manifestaram nesta semana estão alguns de nossos melhores alunos.<br />
Em vez de estigmatizá-los, talvez seja o caso de se perguntar contra o que eles se manifestam, já que, é sempre bom lembrar, antes da entrada da polícia, nem professores nem alunos estavam em greve. A greve restringia-se a funcionários.<br />
Há um mês, em uma pequena cidade francesa, a polícia recebeu um chamado de possível furto. Em uma atuação &#8220;exemplar&#8221;, ela estava em alguns minutos no local do crime. No entanto, o local era uma escola, o objeto furtado, uma bicicleta, e o possível ladrão, uma criança de dez anos. Sem pestanejar, a polícia retirou a criança da escola na frente de seus colegas, levou-a à delegacia, colheu seu depoimento e a fichou.<br />
Possivelmente, foi contra esse modelo social baseado na incapacidade de resolver conflitos sem apelar à mais crassa brutalidade securitária que hoje nossos alunos se manifestam. Cabe a nós mostrar a eles que a história da USP é outra.</p>
<hr noshade="noshade" /><span><strong>VLADIMIR SAFATLE</strong>, 36, é professor do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo.</span></p>
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